À laia da Beira “Criatura” do mundo!
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Caro, amigo, Edgar
Cada vez que oiço a tua voz e música na rádio, pasmo e venho-me de nostalgia dos anos de estudante na "Campos Melo", da Covilhã e dos anos da adolescência no Fundão.
Conhecemos-mos em Portimão na área da música, claro, enamorei-me pelo teu talento artístico reverente e disse para mim - este gajo, cheira-me aos ventos das serras da Estrela e da Gardunha, dos fumos das tabernas da “Rua da Cal”, Fundão e, das conversas nas coletividades dos "Penedos Altos" e do “Bairro do Rodrigo", Covilhã - pimba - acertei - o Edgar bebeu o leite e o vinho das Beiras e, só podia ser...
O Edgar é um menino na comparação das idades, mas, nas artes não há jovens nem velhos - há criadores, músicos e artistas - será, seremos, alienados viciados dos palcos e da vida com música por assento.
Ouvir-te falar é, um turbilhão de palavras vindas do além celestial, acompanhado pela fanfarra das criaturas impensáveis a que dás movimento e vida. A tua criatura musical poisa nos palcos, qual procissão de usos e costumes, tradições portuguesas que recrias à desgarrada de tons e vozes com cheiros a opereta de um musical a subir ao Estádio da Luz, em noites de verão, ou ao Pavilhão Arena de Lisboa ou ainda, de Portimão.

Edgar meu amigo, a tua aurora criativa das criaturas que te passam pela mente espiritual, segue avante pelos caminhos da loucura extravagante em falta no marasmo musical que tu e, outros jovens filósofos das letras tocadas e cantadas, nos estão a acordar da pasmaceira em que estávamos adormecidos.
Um bem-haja e abraço cheio de energia e movimento beirão do João Pina ao som dos adufes nossos.
João Pina
15.01.2017
