Dia: 26 de Mar

Poema (des) inspirado

 

Poema (des) inspirado

Ao jeito de confissão, ou que, penso a fundo, mentiras, não escrevo, saem de inspiração.. Poeta real não sabe, algum dia o viverei, sei que muito muito mais sonharei. Passar a mensagem um mundo melhor, terei alguma, coragem para contar, tudo de cor.

Que poeta alcançará. Mas quando tal acontecer seja assim, sem sofrimento.. Um dia a morte terá que ser; chegue e deverá no momento.

Nas horas mortas vida luz apaga afeições embargados sofridos de quem já não espera a vida

Poema (des) inspirado

Prevejo, por perto, a decadência
do meu pobre, desde sempre, talento.
Pressinto, ninguém lê tais poemas,
serão lamentos a mais, demência,
ou desequilíbrios da alma ao relento,
frio da vida, assaz viver sem temas.

Revolta, penso, escrevo escabroso 
ou saber, certo se da inspiração
vem, ou não, que satisfaça leitores
avulsos, lerem de gostar manhoso
tais poemas, de minha medicação,
petiscos de palavras com sabores.

Acabar um poema bem temperado.
Palavras da saga d'amor corneado.
Não é meu feitio, cheira a falseado.
Poesia, pintura, escrita, criação
de cultura, mentirosos da perfeição;

homens que finge ainda logração.

Que raio de poeta sem seguidores.
Que pessimista de maus sofredores.
Que poesias, só criar perdedores…

João Pina
16.10.2019

“Tesas” e hirta, rija, homens de barba rija?

Homens do meu povo

Não queiram ser

Iguais, outras e coincidência

Vivemos em democracia, amordaçada,

ameaçada na liderança, pelas mulheres

nas empresas, política, família, lares

Aos balcões dos bares, de cigarro da boca

e whisky; até nas camas do vício

arrastam-se das deusas do século XXI

As mulheres controlam o viver

em sociedade e, pelos vistos,

os homens, submissos, adoram

As mulheres, calças dos homens

e, enquanto, as suas ideias avante,

mini saias de cuequinha ao léu

E, os homens, aceitam e dão tudo

quando, elas, mulheres de língua afiada

e pernas abertas passam a ter razão

Ordenam e os homens trabalham,

alteram condutas, baixam e obedientes

Igualdade sim, submissão, nunca!

Nos tempos modernos, na vida doméstica,

homens lavam loiça, cozinham, limpam o pó;

vão ao supermercado, levam filhos à escola

Tudo bem, mas, em regime de ajuda,

partilha de serviços, nunca em exclusividade

Numa separação, divórcio, seja

qual for a motivação, culpabilidade

Quantos homens exigem pensão de alimentos,

mesmo, que ao longo, anos ganhem menos

empregos modestos; e mulheres, ganhem mais,

bons empregos, financeira futura superior

Os homens, que depois de corneados,

postos na rua de malas por costas

desempregados, receber de pensão alimentos

Hoje, em dia, existe violência doméstica,

diga-se, psicológica, os homens são vítimas

Quantos se choram?

Nenhuns, timidez, cobardia!

No mais curto espaço de tempo,

estádios de futebol esgotam

para as equipas de futebol feminino

do Benfica, Porto, Sporting, Real Madrid,

Barcelona, Manchesters e, de outros clubes

do mundo, jogar para as ligas milionárias

da “Champions Women's Football Europe”

As bancadas, vão encher mais homens

de olhos arregalados, a bater palmas

às pernas musculosas e mamas a saltitar

das craques de calções desportivos desenhados,

pelas estilistas da moda para as mulheres

Com pelo na venta, agora, no futebol

os homens de barba rija e de corpos tatuados

Às mulheres tesas e hirtas

que comandam homens de barba rija

Os homens gostam de vos saber líderes

nos empregos, na vida, mas, não planeiem

Igualdade, partilha, sim, casa ou na cama

Ou melhor (amigas) não finjam que gostam,

quando na verdade, adoram os apelidos.

E, profissionais dos homens quem dormir,

porquanto, sem experiência de um amigo:

"Acaba-se o dinheiro, acaba-se o amor".

João Pina

18.10.2019

Amor poetiza beijos

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

E mesmo, assim, deita

Que não deite usei as outras

É verdade que vales nada

Deus sabe quanto te amei

És tu odeias-me

E não to censuro

Os traidores são colhidos

Na sua amásia cobiça

Até, agora, matado

Senãos fazem diferença

E mesmo, assim, deita

Que não deite usei as outras

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

Porque se fruísse lambido

Coração reaveria veneno

Julgas que gente é boa

Mas, portanto, embora

Esquece-me, este sítio

É verdade que vales nada

Deus sabe quanto te amei

O bom juiz não deve ser jovem

No entanto ancião aprendeu tarde

O que é a injustiça, sem tê-la sentido

Na sua alma; mas por tê-la alheia almas

À boca se beijou

Nunca mal enjeitou

Malandro, aí está

És um menino feio

Salta, quão fazes sempre

Santíssimo sacramento

Desviveu amo d’ amores viveremos

O erotismo são vadias, a poesia

O amor-próprio poetiza feia palavra

Vento balão verso de malandro

Poeta é um fingir que é dor amor

Que ele abraça eterna nunca perece alma

João Pina

14.10.2019

Um dia morte que ser?

Pus-me a imaginar

A minha própria morte

O dia de terminar

Uma vida sem sorte

Estou a chegar ao fim

Fui sempre o que quis ser

Não tenham pena de mim

No dia que falecer

Andei entre o mal e o bem

Entre o feliz e sofrimentos

Guerreiro e lutador também

Despeço-me sem lamentos

Antes de entrar no caixão

Fecho os olhos pra vida recordar

Uma vida com muita emoção

De alegrias e tristezas por contar

Pobre, rico, remediado

Diverti-me e amei pela vida fora

Muitas vezes senti-me um coitado

Às vezes mais, outras, como agora

Fui bom e mau estudante

Não acabei, fui cábula

Tal cavaleiro andante

Poeta e artista sem rábula

O curso dos livros por acabar

Diplomas da noite às carradas

Mestrados da vida pra dar

Doutoramentos nas porradas

Dias e noites como um Rei

Grandes almoços e jantaradas

Mulheres que muito amei

Muitas outras atraiçoadas

Dinheiro teve às mãos cheias

Dívidas também com fartura

Convivi com tudo a meias

Passei pelas ruas da amargura

Abastança para dar de comer

Também miséria envergonhada

Muitas vezes tive de recorrer

Os tratos de grande trapalhada

A favor e do contra, desalinhado

Contra governos, contras sistemas

Saí sempre muito magoado

Por não alinhar nos esquemas

Quiseram pagar-me e subornar

Políticos mal-intencionados

Governaram-se em vez de governar

Com os portugueses amargurados

Presidentes, deputados e ministros

Políticos são todos a mesma gente

Falam, falam e com ares sinistros

Mentem ao povo que consente

Política, mundo da democracia

E revolta da indignidade que relatei

Anos a fio a fugir à diplomacia

E muitos desgostos por que passei

Nesta antevisão da morte

Quero deixar o meu testamento

Aos herdeiros que sem sorte

Ficam histórias eternamente

Dinheiro e extratos bancários

É coisas que não vão ter

Muito menos bens imobiliários

Ficam as saudades... Até ver

Deixo palavras aos milhares

Em livros para ler e guardarem

Lembranças com muitos azares

Amor e saudade se me recordarem

Na história, penso, que ficarei

Um combatente incompreendido

Imperfeito pelo muito que amei

Jamais fui coitado e arrependido

Não quero mais lamentações

Tudo faz parte da viva vivida

Fiquem com gratas recordações

De quem não deu a vida perdida

Não chorem à frente do caixão

Chamem nomes e o que quiserem

Pensem que estarei sempre à mão

Despeçam-se, até já, se puderem

Agora, é de vez, vou partir

Graças a Deus, em pensamento

Despeço-me da vida a sorrir

E compreendam este tormento

Mas quando tal acontecer

Que seja assim, sem sofrimento

Um dia a morte terá que ser

Chegue e levem no momento

João Pina

13.10.2019

Velho de um prémio

Ser velho não é desgosto

Mas sim atingir um posto

Como chegar ao sol-posto

Ser velho é um prémio

Deixou de ter assédio

Por vezes é um génio

Na rua olham com desdém

Para o velho sem vintém

Ele viveu muito e foi alguém

Quem critica não é ninguém

Nem sabe ao que vem

E o velho sabedoria tem

Ser velho é um prémio

Nem que seja de boémio

Mas para isso há remédio

Já viveu muitos anos

E também desenganos

Os outros, simples fulanos

Ser velho é um prémio

Ele já o ganhou, falando sério

Trabalhou, foi feliz, galdério

Criou, inventou, cometeu adultério

Recordações são um império

Numa vida cheia de mistério

O velho tem muito que contar

Histórias de amor de muito amar

O velho é um livro por acabar

Que todos os dias quer continuar

Não o olhem com olhos de terminar

Porque o velho tem muito para dar

João Pina

11.10.2019

Perdões sofrimentos!

À mulher!

Que tanto odeio d’ amar tanto

À mulher!

Que me aturam e dão cabo da cabeça

O que seria de mim sem elas por perto

O que serei sem elas todos os dias

Cada dia que passa mais dependente

Das mulheres da minha vida estou

Já perdi mãe e avós

Não sim que me percam

Dias mais tarde melhor

À mulher junto apago

Para destes filhos viver

Um beijo do tamanho do mundo

Com mil perdões sofrimentos

À mulher odeio amar tanto!

João Pina

10.10.2019

Poeta ou pateta

São poeta pensador
Audaz e pateta, sem grande valor
É um fez viva e não ganha
Se mesmo uma, quiçá perda

De viver por viver, ser pretexto


Felicidade perder

Afinal poeta será
ou um mentiroso
das palavras que dei,
de intrujão amoroso

Assumo como missão
escrever para o mundo
Ao jeito de confissão
ou que, penso a fundo
mentiras, não escrevo
saem de inspiração

Poeta real não sei,
algum dia o viverei,
sei que muito amei
muito mais sonharei

Passar a mensagem
um mundo melhor,
terei alguma, coragem
para contar, tudo de cor

Que poeta alcançarei
palavras amorosas,
pateta caminharei
mentes sonhadoras

Ou, mulher mistério

Onde andas, mulher mistério
que há dias que não te vejo,
nem no beco do amor enxergo,
tua voz quente e doce do teu olhar
banhado pela lua que te dá mais luz

Onde andas, mulher mistério
e tuas histórias de me contares
para sentir teus beijos e amares
Não vale a pena de mim fugires
amor, por ti voo para me acudires
Acorda, sim, meu mistério adultério
vem para meus braços para te beijar

Calada da noite fria dormente
horas semimortas, esperam a vida
quando o relógio bate a dez à hora
e, o tempo quase trava nas horas
que, nos passam pela dor da mente

Corpo meu descolorido canta
nesta noite no palco da cama
desfeita porque por inquilino
falta tantas noites sem-abrigo

Nas horas mortas vida luz apaga
afeições embargados sofridos
de quem já não espera a vida

João Pina
11.10 2019

Atrás do vendo que passa

Final de tarde

Apalpo o soprar do vento

Solto o pensamento

Viajo ao deus dará com amor que arde

O sol corre para lá do mar

Deixando jeitos de amar

Pela noite dentro ao relento

Vendo estrelas no firmamento

Neste final de tarde

Estou a sós sem lamentos

Não penso em tormentos

Sim na felicidade

Pura da idade

De saborear momentos

De quem sabe olhar o tempo

Enquanto a tarde não é final da vida

João Pina

9.10.2019

Recuso dias desaparecer

Apalpo d’ alma

Pensamento deprimido

Preciso dum comprimido

Para ter calma

Faço contas à vida

Valerá a pena trabalhar

Senti-la, vida, perdida

Com o país a desabar

Não sei não meus amigos

Vejo crianças a chorar

Avós perderem sentidos

E eu sem saber o que fazer

Se trabalhar, desistir de vez

Ser escravo, lutar para comer

Mandriar ou ter sensatez

Não sei não se devo combater

Estou cansado de querer viver

E muito mais ter de escrever

João Pina

8.10.2019

Eleições “gajos”… Palavras simples não rimam e críticas sociais…

Estamos fartos e cansados

Do governo e desta palhaçada

Estamos fartos e cansados

Do desgoverno e da trapalhada

Dos relatórios de estrangeiros

Que obrigam a mais austeridade

Como os verdadeiros carcereiros

Que roubam anos de dignidade

Estamos fartos de tanto sofrer

Não termos paz para trabalhar

Os “gajos” tiram-nos o viver

Levam-nos à fome e a mendigar

Por isso, embora, a bem ou a mal

Estamos cansados de tanto corte

Eleições... Não vos damos o aval

Embora já a correr ou a trote

Solitário d' alma,

que comigo entre pessoas,

invada decência meus família.

Desamparado residente de casa, terapia da fala.

Os problemas, quiçá, afectado “língua presa ou solta”,

atrapalhar essas funções... Além disso, nervoso

pessoas, ajudar a sempre melhorar a conversa.

De que, “não existe contigo um feito…” comunicação 

em pessoas entre neurónios, prévio que prevenção.

De passo, mais perturbações "terapia" da fala”

comunicação meio humana, “solitário d' alma”,

constrangida doença de estudo científico, contém “profissão.”

João Pina

5.10.2019

Modificado emsexta, 18 outubro 2019 13:51

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