Poema (des) inspirado
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Poema (des) inspirado
Ao jeito de confissão, ou que, penso a fundo, mentiras, não escrevo, saem de inspiração.. Poeta real não sabe, algum dia o viverei, sei que muito muito mais sonharei. Passar a mensagem um mundo melhor, terei alguma, coragem para contar, tudo de cor.
Que poeta alcançará. Mas quando tal acontecer seja assim, sem sofrimento.. Um dia a morte terá que ser; chegue e deverá no momento.
Nas horas mortas vida luz apaga afeições embargados sofridos de quem já não espera a vida…
Poema (des) inspirado
Prevejo, por perto, a decadência
do meu pobre, desde sempre, talento.
Pressinto, ninguém lê tais poemas,
serão lamentos a mais, demência,
ou desequilíbrios da alma ao relento,
frio da vida, assaz viver sem temas.
Revolta, penso, escrevo escabroso
ou saber, certo se da inspiração
vem, ou não, que satisfaça leitores
avulsos, lerem de gostar manhoso
tais poemas, de minha medicação,
petiscos de palavras com sabores.
Acabar um poema bem temperado.
Palavras da saga d'amor corneado.
Não é meu feitio, cheira a falseado.
Poesia, pintura, escrita, criação
de cultura, mentirosos da perfeição;
homens que finge ainda logração.
Que raio de poeta sem seguidores.
Que pessimista de maus sofredores.
Que poesias, só criar perdedores…
João Pina
16.10.2019
“Tesas” e hirta, rija, homens de barba rija?
Homens do meu povo
Não queiram ser
Iguais, outras e coincidência
Vivemos em democracia, amordaçada,
ameaçada na liderança, pelas mulheres
nas empresas, política, família, lares
Aos balcões dos bares, de cigarro da boca
e whisky; até nas camas do vício
arrastam-se das deusas do século XXI
As mulheres controlam o viver
em sociedade e, pelos vistos,
os homens, submissos, adoram
As mulheres, calças dos homens
e, enquanto, as suas ideias avante,
mini saias de cuequinha ao léu
E, os homens, aceitam e dão tudo
quando, elas, mulheres de língua afiada
e pernas abertas passam a ter razão
Ordenam e os homens trabalham,
alteram condutas, baixam e obedientes
Igualdade sim, submissão, nunca!
Nos tempos modernos, na vida doméstica,
homens lavam loiça, cozinham, limpam o pó;
vão ao supermercado, levam filhos à escola
Tudo bem, mas, em regime de ajuda,
partilha de serviços, nunca em exclusividade
Numa separação, divórcio, seja
qual for a motivação, culpabilidade
Quantos homens exigem pensão de alimentos,
mesmo, que ao longo, anos ganhem menos
empregos modestos; e mulheres, ganhem mais,
bons empregos, financeira futura superior
Os homens, que depois de corneados,
postos na rua de malas por costas
desempregados, receber de pensão alimentos
Hoje, em dia, existe violência doméstica,
diga-se, psicológica, os homens são vítimas
Quantos se choram?
Nenhuns, timidez, cobardia!
No mais curto espaço de tempo,
estádios de futebol esgotam
para as equipas de futebol feminino
do Benfica, Porto, Sporting, Real Madrid,
Barcelona, Manchesters e, de outros clubes
do mundo, jogar para as ligas milionárias
da “Champions Women's Football Europe”
As bancadas, vão encher mais homens
de olhos arregalados, a bater palmas
às pernas musculosas e mamas a saltitar
das craques de calções desportivos desenhados,
pelas estilistas da moda para as mulheres
Com pelo na venta, agora, no futebol
os homens de barba rija e de corpos tatuados
Às mulheres tesas e hirtas
que comandam homens de barba rija
Os homens gostam de vos saber líderes
nos empregos, na vida, mas, não planeiem
Igualdade, partilha, sim, casa ou na cama
Ou melhor (amigas) não finjam que gostam,
quando na verdade, adoram os apelidos.
E, profissionais dos homens quem dormir,
porquanto, sem experiência de um amigo:
"Acaba-se o dinheiro, acaba-se o amor".
João Pina
18.10.2019
Amor poetiza beijos
À boca se beijou
Nunca mal enjeitou
E mesmo, assim, deita
Que não deite usei as outras
É verdade que vales nada
Deus sabe quanto te amei
És tu odeias-me
E não to censuro
Os traidores são colhidos
Na sua amásia cobiça
Até, agora, matado
Senãos fazem diferença
E mesmo, assim, deita
Que não deite usei as outras
À boca se beijou
Nunca mal enjeitou
Porque se fruísse lambido
Coração reaveria veneno
Julgas que gente é boa
Mas, portanto, embora
Esquece-me, este sítio
É verdade que vales nada
Deus sabe quanto te amei
O bom juiz não deve ser jovem
No entanto ancião aprendeu tarde
O que é a injustiça, sem tê-la sentido
Na sua alma; mas por tê-la alheia almas
À boca se beijou
Nunca mal enjeitou
Malandro, aí está
És um menino feio
Salta, quão fazes sempre
Santíssimo sacramento
Desviveu amo d’ amores viveremos
O erotismo são vadias, a poesia
O amor-próprio poetiza feia palavra
Vento balão verso de malandro
Poeta é um fingir que é dor amor
Que ele abraça eterna nunca perece alma
João Pina
14.10.2019
Um dia morte que ser?
Pus-me a imaginar
A minha própria morte
O dia de terminar
Uma vida sem sorte
Estou a chegar ao fim
Fui sempre o que quis ser
Não tenham pena de mim
No dia que falecer
Andei entre o mal e o bem
Entre o feliz e sofrimentos
Guerreiro e lutador também
Despeço-me sem lamentos
Antes de entrar no caixão
Fecho os olhos pra vida recordar
Uma vida com muita emoção
De alegrias e tristezas por contar
Pobre, rico, remediado
Diverti-me e amei pela vida fora
Muitas vezes senti-me um coitado
Às vezes mais, outras, como agora
Fui bom e mau estudante
Não acabei, fui cábula
Tal cavaleiro andante
Poeta e artista sem rábula
O curso dos livros por acabar
Diplomas da noite às carradas
Mestrados da vida pra dar
Doutoramentos nas porradas
Dias e noites como um Rei
Grandes almoços e jantaradas
Mulheres que muito amei
Muitas outras atraiçoadas
Dinheiro teve às mãos cheias
Dívidas também com fartura
Convivi com tudo a meias
Passei pelas ruas da amargura
Abastança para dar de comer
Também miséria envergonhada
Muitas vezes tive de recorrer
Os tratos de grande trapalhada
A favor e do contra, desalinhado
Contra governos, contras sistemas
Saí sempre muito magoado
Por não alinhar nos esquemas
Quiseram pagar-me e subornar
Políticos mal-intencionados
Governaram-se em vez de governar
Com os portugueses amargurados
Presidentes, deputados e ministros
Políticos são todos a mesma gente
Falam, falam e com ares sinistros
Mentem ao povo que consente
Política, mundo da democracia
E revolta da indignidade que relatei
Anos a fio a fugir à diplomacia
E muitos desgostos por que passei
Nesta antevisão da morte
Quero deixar o meu testamento
Aos herdeiros que sem sorte
Ficam histórias eternamente
Dinheiro e extratos bancários
É coisas que não vão ter
Muito menos bens imobiliários
Ficam as saudades... Até ver
Deixo palavras aos milhares
Em livros para ler e guardarem
Lembranças com muitos azares
Amor e saudade se me recordarem
Na história, penso, que ficarei
Um combatente incompreendido
Imperfeito pelo muito que amei
Jamais fui coitado e arrependido
Não quero mais lamentações
Tudo faz parte da viva vivida
Fiquem com gratas recordações
De quem não deu a vida perdida
Não chorem à frente do caixão
Chamem nomes e o que quiserem
Pensem que estarei sempre à mão
Despeçam-se, até já, se puderem
Agora, é de vez, vou partir
Graças a Deus, em pensamento
Despeço-me da vida a sorrir
E compreendam este tormento
Mas quando tal acontecer
Que seja assim, sem sofrimento
Um dia a morte terá que ser
Chegue e levem no momento
João Pina
13.10.2019
Velho de um prémio
Ser velho não é desgosto
Mas sim atingir um posto
Como chegar ao sol-posto
Ser velho é um prémio
Deixou de ter assédio
Por vezes é um génio
Na rua olham com desdém
Para o velho sem vintém
Ele viveu muito e foi alguém
Quem critica não é ninguém
Nem sabe ao que vem
E o velho sabedoria tem
Ser velho é um prémio
Nem que seja de boémio
Mas para isso há remédio
Já viveu muitos anos
E também desenganos
Os outros, simples fulanos
Ser velho é um prémio
Ele já o ganhou, falando sério
Trabalhou, foi feliz, galdério
Criou, inventou, cometeu adultério
Recordações são um império
Numa vida cheia de mistério
O velho tem muito que contar
Histórias de amor de muito amar
O velho é um livro por acabar
Que todos os dias quer continuar
Não o olhem com olhos de terminar
Porque o velho tem muito para dar
João Pina
11.10.2019
Perdões sofrimentos!
À mulher!
Que tanto odeio d’ amar tanto
À mulher!
Que me aturam e dão cabo da cabeça
O que seria de mim sem elas por perto
O que serei sem elas todos os dias
Cada dia que passa mais dependente
Das mulheres da minha vida estou
Já perdi mãe e avós
Não sim que me percam
Dias mais tarde melhor
À mulher junto apago
Para destes filhos viver
Um beijo do tamanho do mundo
Com mil perdões sofrimentos
À mulher odeio amar tanto!
João Pina
10.10.2019
Poeta ou pateta
São poeta pensador
Audaz e pateta, sem grande valor
É um fez viva e não ganha
Se mesmo uma, quiçá perda
De viver por viver, ser pretexto
Felicidade perder
Afinal poeta será
ou um mentiroso
das palavras que dei,
de intrujão amoroso
Assumo como missão
escrever para o mundo
Ao jeito de confissão
ou que, penso a fundo
mentiras, não escrevo
saem de inspiração
Poeta real não sei,
algum dia o viverei,
sei que muito amei
muito mais sonharei
Passar a mensagem
um mundo melhor,
terei alguma, coragem
para contar, tudo de cor
Que poeta alcançarei
palavras amorosas,
pateta caminharei
mentes sonhadoras
Ou, mulher mistério
Onde andas, mulher mistério
que há dias que não te vejo,
nem no beco do amor enxergo,
tua voz quente e doce do teu olhar
banhado pela lua que te dá mais luz
Onde andas, mulher mistério
e tuas histórias de me contares
para sentir teus beijos e amares
Não vale a pena de mim fugires
amor, por ti voo para me acudires
Acorda, sim, meu mistério adultério
vem para meus braços para te beijar
Calada da noite fria dormente
horas semimortas, esperam a vida
quando o relógio bate a dez à hora
e, o tempo quase trava nas horas
que, nos passam pela dor da mente
Corpo meu descolorido canta
nesta noite no palco da cama
desfeita porque por inquilino
falta tantas noites sem-abrigo
Nas horas mortas vida luz apaga
afeições embargados sofridos
de quem já não espera a vida
João Pina
11.10 2019
Atrás do vendo que passa
Final de tarde
Apalpo o soprar do vento
Solto o pensamento
Viajo ao deus dará com amor que arde
O sol corre para lá do mar
Deixando jeitos de amar
Pela noite dentro ao relento
Vendo estrelas no firmamento
Neste final de tarde
Estou a sós sem lamentos
Não penso em tormentos
Sim na felicidade
Pura da idade
De saborear momentos
De quem sabe olhar o tempo
Enquanto a tarde não é final da vida
João Pina
9.10.2019
Recuso dias desaparecer
Apalpo d’ alma
Pensamento deprimido
Preciso dum comprimido
Para ter calma
Faço contas à vida
Valerá a pena trabalhar
Senti-la, vida, perdida
Com o país a desabar
Não sei não meus amigos
Vejo crianças a chorar
Avós perderem sentidos
E eu sem saber o que fazer
Se trabalhar, desistir de vez
Ser escravo, lutar para comer
Mandriar ou ter sensatez
Não sei não se devo combater
Estou cansado de querer viver
E muito mais ter de escrever
João Pina
8.10.2019
Eleições “gajos”… Palavras simples não rimam e críticas sociais…
Estamos fartos e cansados
Do governo e desta palhaçada
Estamos fartos e cansados
Do desgoverno e da trapalhada
Dos relatórios de estrangeiros
Que obrigam a mais austeridade
Como os verdadeiros carcereiros
Que roubam anos de dignidade
Estamos fartos de tanto sofrer
Não termos paz para trabalhar
Os “gajos” tiram-nos o viver
Levam-nos à fome e a mendigar
Por isso, embora, a bem ou a mal
Estamos cansados de tanto corte
Eleições... Não vos damos o aval
Embora já a correr ou a trote
Solitário d' alma,
que comigo entre pessoas,
invada decência meus família.
Desamparado residente de casa, terapia da fala.
Os problemas, quiçá, afectado “língua presa ou solta”,
atrapalhar essas funções... Além disso, nervoso
pessoas, ajudar a sempre melhorar a conversa.
De que, “não existe contigo um feito…” comunicação
em pessoas entre neurónios, prévio que prevenção.
De passo, mais perturbações "terapia" da fala”
comunicação meio humana, “solitário d' alma”,
constrangida doença de estudo científico, contém “profissão.”
João Pina
5.10.2019
